quinta-feira , 14 dezembro 2017
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Entendendo o Vodu

Voodoo é uma tradição espiritual originada no Haiti durante o período de escravidão colonial francesa.
Africanos de muitas linhagens étnicas foram transportados à força para o Haiti, para servirem principalmente como escravos agricultores.

Os povos nativos das ilhas, os Taino e os Caribe, foram exterminados pelos espanhóis durante as primeiras invasões.

Durante este período histórico, europeus da França e de outros países, incluindo deportados pro-Stuart da Escócia, radicaram no Haiti.

Devido à tantas linhagens estarem representadas, nenhum culto africano poderia satisfazer todos os participantes, pois a reverência aos ancestrais era muito importante.

Entretanto, cada nação tomaria sua vez num encontro. Essa alternância de cultos eventualmente evoluiu para a ordem cerimonial da liturgia Vodu.

Durante este período formativo é que foram adotadas também entidades européias pré-cristãs, como Brigid, ou Maman Brigitte na tradição voodoo.

Também houve uma pequena influência das populações restantes de Tainos e Caribes.

 Também há sectos no Vodu, assim como em tantas outras religiões.

O primeiro e mais amplamente conhecido é o Vodu Ortodoxo.

Nesta seita, o Rito Dahomeano tem posição de primazia e as iniciações são conduzidas com base principalmente no modelo dahomeano.

Um sacerdote ou sacerdotisa recebe o asson, um chocalho ritual, como símbolo do sacerdócio.

Neste rito, um sacerdote é chamado de Houngan, ou às vezes de Gangan; uma sacerdotisa é conhecida como Mambo.

Foto: Exposição Haiti
Foto: Exposição Haiti

 No vodu ortodoxo, as linhas Iorubás também têm certa proeminência.

Outras nações ou linhagens que não a Dahomeana são vistas com menor importância, como subtítulos na ordem cerimonial.

Este rito é amplamente representado no Haiti, e concentrado em Port Au Prince e no sul do Haiti.

 O segundo secto é chamado de Makaya.

Neste rito, as iniciações são menos elaboradas e o sacerdote ou sacerdotisa não recebem o asson.

Um sacerdote makaya é chamado de Bokor e uma sacerdotisa é às vezes chamada de Mambo, às vezes de sorcière.

Os termos bokor e sorcière são pejorativos no vodu ortodoxo e o termo bokor pode também servir para classificar um especialista em magia maléfica não iniciado, também chamado de malfacteur.

Tais indivíduos não são clericais em qualquer seita.

A liturgia makaya é menos uniforme de peristilo ( terreiro ) para peristilo do que a do vodu ortodoxo e há uma ênfase maior na magia do que na religião.

Este rito está presente em Port Au Prince e é fortemente representado no Vale Artibonite, no Haiti central.

Um terceiro secto é o Rito Kongo.

Como o próprio nome já diz, é quase que exclusivamente representante da tradição do Kongo.

A iniciação é baseada no modelo kongo; o sacerdote e a sacerdotisa são ambos chamados de Serviteur.

No vodu ortodoxo, um(a) serviteur é apenas o iniciado que serve o Loa (deidade do vodu).

Este rito está concentrado perto de Gonaives, no centro do Haiti e um grande festival anual dos Kongo é realizado perto em Sucrie, perto de Gonaives.

 Todas estas tradições têm pontos em comum:
– Há apenas um Deus, chamado de Gran Met, o Grande Mestre; e também de Bondye, do francês Bon Dieu, o Bom Deus.
– Há entidades menores, chamadas de Loa (singular). Elas são consideradas acessíveis de imediato através do mecanismo de possessão. Tal estado é considerado normal e natural dentro do contexto duma cerimônia vodu e também altamente desejável, havendo entretanto uma certa etiqueta para a mesma ocorrer, que será discutida em lições mais avançadas.
– Todos os ritos empregam orações, cânticos, percussão, roupas específicas e danças durante as cerimônias.
˜Mago Obscuro.
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